Armazém do Campo tem mostra de arte das “Arpilleras” até quinta
(POR GISELLE DE ORION )
“Arpilleras: tecendo Liberdade!“, exposição até quinta-feira no Espaço Agroecológico Armazém do Campo – Livres, à rua Agostinho Pattaro,145, em Barão.
A exposição teve destaque nessa segunda-feira no Cine Debate intitulado: “As mulheres Sem Terra: da vida no assentamento e acampamento à luta contra transnacionais do agronegócio“, com as presenças e relatos de: Tassi Barreto, Coordenadora do acampamento MST Marielle Vive, em Valinhos; Eunice Pimenta e Janete Peruca do assentamento Milton Santos, Americana (SP); entre outras representantes de movimentos e apoiadoras.
A técnica têxtil de “Arpilheria” é da década de 1960, originada com as bordadeiras de Isla Negra (comunidade litorânea do Chile) que, durante o inverno, não tinham como pescar e dedicavam-se a essa forma de bordado, que é uma costura popular de lã sobre juta (arpillera em espanhol) e muito utilizada por mulheres da periferia de Santiago , capital do Chile, para denunciar abusos de direitos humanos sofridos por elas e seus familiares durante a ditadura de 1973 a 1990.
A exposição segue depois, nessa sexta 31/3 para a Faculdade de Educação E em Abril e Maio para o IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) da Unicamp.
“A arte do bordado, da costura popular, a partir do contexto político, promove transgressão estética, conceitual, narrativa, temática, funcional, artística e utiliza-se essa arte como forma de luta política, trama e resistência, em um contexto em que nada podia ser feito”, ressalta Esther Vital, arpillerista.
A exposição pode ser visitada das 10 às 19 hs. no Espaço Armazém do Campo – Livres, até a próxima quinta-feira e a partir Abril na Unicamp.

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