Associação do Terras nega fechamento do Casarão e que fez tudo com base na lei
O Jornal de Barão publica a pedido as duas Notas de respostas da Associação dos Proprietários do Terras de Barão A nota foi enviada no dia 17/7. Embora não tivemos tempo de publicar antes.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Vimos por meio deste, esclarecer que na data de 13/07/21 por volta das 11h fomos surpreendidos por manifestantes, que se intitularam como Coletivo de Artistas do Casarão, juntamente com 3 (três) moradores, repisa-se, apenas 3 (três) moradores, para impedir a instalação dos portões em rua distante do espaço cultural Casarão, com base em premissas equivocadas de que o “CIS” impede a circulação de pessoas no Casarão e o projeto é ilegal, o que é um ledo engano.
Frente à situação e para evitar enfrentamentos, resolvemos retirar os portões com a promessa que os manifestantes participariam de reunião marcada pela PMC para hoje as 14:30h, a qual participaríamos, de tal sorte a apresentar o projeto que até o momento dizem não existir, mas infelizmente, a reunião foi adiada. Feitas as considerações acima, passamos a discorrer acerca da polêmica que se formou em torno do projeto “CIS” que tem como base legal a lei complementar nº 208, de 20 de dezembro de 2018, onde traz em seu bojo a forma de implantação, bem como, a sua utilização no dia a dia, o que está sendo fielmente respeitado por esta Associação.
Cumpre destacar que, em 27 de março de 2021, foi realizada Assembleia, onde o projeto “CIS” e seus custos foram apresentados aos participantes, dando assim, transparência, aos presentes e direito de voto aos adimplentes e tudo de acordo com as regras Estatutárias, inclusive respeitando o quórum, sendo o projeto aprovado e a Ata Notarial levada a registro e não impugnada. Note-se, a Associação de Proprietários Terras do Barão não seria irresponsável de fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei.
Diferente do que vem sendo publicado, não há de se falar em restrições de direitos, aliás, o Centro Cultural Casarão, como é sabido, é o único espaço público destinado a cultura no distrito de Barão Geraldo e portanto, de vital importância para região.
A bem da verdade, o que se busca com a implantação do “CIS” é melhorar a segurança dos moradores e de todos que aqui frequentam, o que não significa privação de direitos e liberdades, sobretudo, dos Artistas e frequentadores do Casarão, prova disso que o espaço terá livre acesso.
Cumpre-nos aqui lembrar, que alguns bairros clássicos da cidade de Campinas, inclusive que detém área de preservação ambiental e tem acesso controlado, deram muito certo, mesmo à época não havendo Lei específica, logo, a “lei do CIS” veio brilhantemente regular o que já acontecia de fato.
Estamos fazendo tudo de acordo com o bom senso e dentro da legalidade, inclusive o nosso projeto passou por todas as etapas e não teve nenhuma oposição, sendo assim, agora se faz necessário materializá-lo, para aprovação final da municipalidade de acordo com suas diretrizes. O Residencial Terras do Barão é Loteamento Fechado amparado pela Lei 8.736/96 e Decreto 13.781/2001, inclusive reconhecido por recentes julgados.
A Associação cumpriu os requisitos para construção de guarita, justamente por apresentar aos órgãos competentes os documentos necessários, aliás, a obra esta concluída e é regular, prova disso é que já possui numeral (rua Maria Amélia da Silva, nº 745), ligação de água/esgoto e energia elétrica, que apenas foi possível por conta das autorizações da SANASA e CPFL. Outrossim, por ser a Associação Terras do Barão a primeira a apresentar o projeto para a implantação do “CIS”, de acordo com a Lei Complementar 208/2018 sem possuir qualquer tipo de construção irregular que pudesse impedir a objetivada implantação, o Departamento de Urbanismo, proferiu despacho determinando que a construção poderia ser realizada de acordo com a minuta do Decreto, o que vem sendo estritamente cumprido.
Cumpre-se aqui abrir um parêntese para esclarecer novamente que a rua Honório Chiminazzo e a Avenida Magali Godoi Pagni não estão fora do projeto, apenas não estão sendo incluídas fisicamente, nesse primeiro momento, por serem vias coletoras do loteamento, mas estamos estudando formas de fazer isso e apresentando novas propostas à municipalidade, pois, esta usa a rua Honório Chiminazzo que pertence ao nosso residencial como “estrada”, sendo que a estrada a bem da verdade fica ao lado e por isso, estamos nos antecipando e apresentando novas soluções para a inclusão física, entretanto, enquanto isso não se concretiza, serão instalados sistemas inteligentes de monitoramento e rondas motorizadas 24 horas.
O mesmo ocorre com a Avenida Magali Godoi Pagni, ou seja, estamos estudando formas de fazer a inclusão física, com a construção de Torre ou Portal, e da mesma forma que a rua Honório Chiminazzo, enquanto isso não se concretiza, serão instalados sistemas inteligentes de monitoramento e rondas motorizadas 24 horas.
Outro ponto que gostaríamos de consignar, é o fato do investimento para atender/incluir o monitoramento das ruas supramencionadas ser superior a todo valor gasto com a guarita da rua Maria Amélia da Silva, nº 745 e os portões, logo, não se justifica a narrativa de exclusão ou seletividade por parte da Associação.
Esclarecemos também que as obras por ora estão interrompidas para reanálise de projeto e apresentação de documentações, o que será feito nos próximos dias, como já dito nas linhas acima, o projeto “CIS” é novo e é o primeiro a ser implantado de Campinas, logo, algumas questões técnicas podem surgir e narrativas infundadas também, o que naturalmente paralisará as obras. Saibam que estamos desenvolvendo um trabalho árduo para melhorar ao máximo a qualidade de vida em nosso residencial, sobretudo no que toca a sensação de segurança, o que não significa o fechamento do Espaço Cultural Casarão, POIS ISSO NUNCA FOI COGITADO!
Por fim, fica aqui uma singela reflexão. Tudo é possível com a união, percebam isso com o que aconteceu, um pequeno grupo de manifestantes que não moram aqui, com base em premissas equivocadas/falsas conseguiram criar dúvidas acerca do projeto a ponto do poder público que não se opôs a implementação do “CIS”, impedir a continuidade das obras até novas deliberações.
Diretoria Executiva
Associação dos Proprietários Terras do Barão

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