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Câncer infantil tem tratamento e precisa de apoio social, defende o Boldrini

Câncer infantil tem tratamento e precisa de apoio social, defende o Boldrini

Pouca gente sabe que o próximo dia 23 de novembro é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, (ou câncer pediátrico). E para aproveitar a ocasião o Centro Infantil Boldrini reforça a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento adequado e da realização de pesquisas científicas para salvar vidas E convida a população a refletir sobre a importância da causa e a se engajar na luta por um futuro com mais curas, melhor qualidade de vida e esperança para milhares de crianças e adolescentes, dando sua contribuição.

O Boldrini é a maior instituição especialista em toda a América Latina e para atender gratuitamente os milhares de pacientes infantis e adolescentes do Brasil e do Continente que ja atendeu, precisa de doações de todos os setores da sociedade. Mais da metade da receita mensal do Centro Boldrini – cerca de 55% – vem de doações da comunidade, de pessoas físicas, empresas, mas também do SUS e instituições publicas e privadas que reconhecem a importância do trabalho desenvolvido ha 47 anos.

Com quase cinco décadas de atuação, o Centro é referência nacional e internacional no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. Desde sua fundação, em 1978, o Centro Infantil Boldrini tem sido protagonista na transformação do tratamento do câncer pediátrico no Brasil. Segundo a fundadora e presidente Dra. Silvia Brandalise, quando iniciou suas atividades, o índice de cura era ao redor de 5%. Mas ao longo dos anos, por meio da aplicação de protocolos clínicos, da formação de equipes altamente especializadas e do investimento contínuo em pesquisa e infraestrutura, o Boldrini ajudou a elevar esse índice para cerca de 80%, patamar comparável aos dos países mais avançados no combate ao câncer pediátrico.

Segundo ela, em sua história de meio século, o Boldrini já atendeu mais de 10 mil casos novos de pacientes com câncer, vindos de diversas regiões do Brasil e até de países da América Latina. Atualmente, cerca de 7 mil destes ex-pacientes, estão fora de terapia sendo acompanhados através dos dados do Banco de Sobreviventes. Ao redor de 80% dos atendimentos são realizados em nível ambulatorial e a maioria dos pacientes (80%) é encaminhada pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O Boldrini conta com infraestrutura completa, incluindo 40 consultórios médicos, laboratórios de patologia clínica, genética, biologia molecular, serviço de imagem, radioterapia, reabilitação, centro cirúrgico e terapia intensiva. Todos os 77 leitos de internação contam com acomodações para acompanhantes, reforçando o cuidado centrado na criança e em sua família. Um dos centros mais avançados do país, o Boldrini reúne alta tecnologia em diagnóstico e tratamento especializado, comparáveis ao Primeiro Mundo, disponibilidade de leitos e atendimento multiprofissional às crianças portadoras dessas doenças.

E atualmente, o Boldrini acompanha cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina, sendo a maioria (80%) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

ATÉ PESQUISA CIENTÍFICA E APOIO PEDAGÓGICO

Além do atendimento médico, o Centro oferece suporte educacional por meio da Sala de Apoio Pedagógico, onde os pacientes podem continuar os estudos durante o tratamento, inclusive realizando ENEM e vestibulares. Atividades lúdicas e culturais são promovidas na Brinquedoteca e em oficinas de arte e teatro, contribuindo para o bem-estar emocional dos pacientes.

A atuação do Boldrini vai além da assistência médica. Com forte vocação para o ensino e pesquisa, a instituição mantém parcerias com diversas universidades, faculdades e centros de pesquisa, além de receber médicos residentes e profissionais de diferentes áreas da saúde e biociências.

Desde 1980, o Centro dispõe de um Biobanco de Células Malignas, que propiciam pesquisas em citogenética e biologia molecular, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais direcionadas. Novas linhas de investigação no Centro de Pesquisa, buscam conhecer a biologia dos tumores pediátricos, e abrir caminhos para tratamentos personalizados.

O câncer pediátrico tem cura. Quando diagnosticado precocemente e tratado em um centro especializado, como o Boldrini, as taxas de cura aumentam significativamente. Mas para que possamos oferecer esse cuidado de excelência, com tecnologia, pesquisa e acolhimento, é fundamental que a comunidade se una a esse propósito. O apoio da sociedade por meio de doações é o que nos permite seguir salvando vidas e oferecendo esperança às famílias”, afirma Brandalise.

Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, o Boldrini convida a população a refletir sobre a importância da causa e a se engajar apoiando o Centro na luta por um futuro com mais curas, melhor qualidade de vida e esperança para milhares de crianças e adolescentes.

VEJA O SITE:
www.boldrini.org.br

SOBRE O BANCO DE DADOS DOS SOBREVIVENTES]

O Banco de Dados dos Sobreviventes do Câncer Pediátrico do Centro Infantil Boldrini, iniciado em 1o de fevereiro de 2023, tem como propósito realizar auditoria e levantamento de informações nos prontuários físicos e eletrônicos dos pacientes que sobreviveram ao tratamento do câncer pediátrico na
instituição. Com um universo de aproximadamente 7.000 sobreviventes, o projeto busca identificar e acompanhar suas condições atuais de saúde e vida social, analisando os efeitos tardios decorrentes dos diferentes tipos de tratamento oncológico como quimioterapia, radioterapia, transplante de medula
óssea e cirurgias. Os dados são inseridos em uma plataforma informatizada desenvolvida para esse fim, permitindo o registro, a organização e a validação das informações. O processo de alimentação e conferência dos dados é realizado por três integrantes do Banco dos Sobreviventes e validado
posteriormente, garantindo a qualidade das informações. As informações específicas, como as doses cumulativas de quimioterápicos, são calculadas e inseridas pela farmacêutica clínica e pela enfermeira do Banco, assegurando precisão e confiabilidade nos registros relacionados à exposição terapêutica.
O contato com os sobreviventes é estabelecido pelo Serviço Social, sempre que necessário, e pela enfermeira responsável pelo Banco, que atua no acompanhamento e atualização das informações clínicas e sociais, reforçando a continuidade do cuidado e o vínculo com o Centro Infantil Boldrini. Por meio
dessa iniciativa, o Banco dos Sobreviventes consolida dados clínicos e epidemiológicos que fundamentam ações de acompanhamento integral e o desenvolvimento de estratégias voltadas à melhoria da qualidade de vida e inclusão social dos pacientes sobreviventes. Todas as atividades são conduzidas com base em princípios éticos, confidencialidade das informações e rigor científico, que norteiam o trabalho do Banco dos Sobreviventes e de toda a equipe do Centro Infantil Boldrini.

O Jornal de Barão e Região foi fundado em janeiro de 1992 em papel E em 13 de maio de 2015 somente on line

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