Conselho de Cultura elege primeira presidente que não é da Prefeitura
Pela primeira vez um Conselho Municipal de Campinas elege como presidente não uma indicada pela gestão da prefeitura, mas uma indicada pela sociedade civil: Trata-se da professora e produtora cultural Andréa Aparecida de Jesus Mendes que foi eleita em Abril e é a primeira presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas. (Geralmente os presidentes dos Conselhos Municipais são os Secretários ou especialistas indicados por eles)
Mas o Jornal de Barão não divulgou antes porque a prefeitura não quis informar os dados naquela época e só publicou a Ata no Diário Oficial no finalzinho de maio. A Secretaria de Cultura também não liberou a gravação da reunião.
A reunião do Conselho Municipal de Política Cultural, em que houve a eleição, foi realizada no dia 12 de abril on line e contou com 52 conselheiros. Andrea Mendes representa a Câmara Setorial de Memória e Patrimônio do Conselho e concorreu internamente com a funcionária de carreira da Secretaria de Cultura, Marianne Elisabeth Brockelmann, que estava então ocupando o cargo de Secretária interinamente desde a saída de Sandra Ciocci em março. Ela teve 24 votos contra 11 votos dados à Marianne .
Segundo a Ata, a reunião foi aberta pela conselheira Sandra Regina Peres, que falou sobre a pauta pela Secretaria de Cultura informando os momentos de reestruturação com a saída da ex secretária Sandra Ciocci e a ocupação do cargo interinamente por Marianne Bockelmann, desde o dia 23/03, com a indicação do Prefeito Dário Saadi. Sandra também informou a necessidade imediata de debate, apresentação e proposição para a execução das demandas setoriais e territoriais da produção cultural campineira, de acordo com o Plano Municipal de Cultura com o qual o prefeito se comprometeu. Após a votação, Marianne como vice-presidente.
Após a eleição Andrea fez um agradecimento para a Sociedade Civil pelo apoio recebido e pediu que a cidade tenha uma política cultural garantida. Ela ressaltou que o conselho é “histórico” e que “foi construído pela população do qual sou apenas uma ferramenta.” “Estou vindo para aprender e não ser unilateral e quero ter vozes ecoando de
todos os lados“.
Expressando a felicidade de estar à frente do mandato a nova presidente diz que terá como objetivo fazer andar, concretizar e ampliar os direcionamentos de todas as ações, “para ter um Conselho deliberativo“.
“Estou vindo para aprender e não ser unilateral e quero ter vozes ecoando de
todos os lados” – declarou
(Marlene Ferreira , colaborou Arney Barcelos)

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