FALECIMENTO : Helen Cristina da Silva
Informamos o falecimento de Helen Cristina da Silva, aos 65 anos, no dia 1º de fevereiro de 2026. Ela foi vitima de COVID mal curada, que lhe causou uma pneumonia bacteriana. Estava internada com intubação no Hospital Ouro Verde desde o início de Dezembro , após passar pela UPA do Padre Anchieta. Helen era uma das moradoras mais antigas do Jardim América, à rua Jose Amate, onde tinha um Brechó perto da rotatória do Jd América.
Helen Cristina nasceu em Campinas no dia 29 de março de 1960 quando seus pais – Nelson da Silva e Alaíde Nascimento – moravam no Jd. Proença. Após seu avô – Toninho Viramundo – comprar seu terreno no final dos anos 1960, com uma apenas uma pequenina casinha no começo, a família construiu e se mudou para o terreno em 1969. Foi uma das primeiras (senão a primeira) das três primeiras casas do bairro.
Foi em Barão Geraldo que Helen passou sua infância, muito feliz , como ela mesma dizia, brincando com seus 5 irmãos e crianças vizinhas, principalmente pelos sítios e fazendas do bairro, que na época era totalmente rural (ainda não havia nem a Vila Independência, escola, igreja, etc e nem a atual estrada para Paulínia (o “Tapetão”), que na época era apenas a atual avenida Santa Isabel). Ainda na infância, Helen entrou na escola Barão Geraldo de Rezende onde completou o ensino primário. Ainda tentou prosseguir nos estudos em Campinas, mas a necessidade de trabalho falou mais alto.
Segundo informou sua irmã Stela Maris, Helen começou sua vida profissional aos 16 anos como “Guardinha”. Atividade que amou muito fazer por causa do uniforme, pelas inúmeras amizades que fazia e pelo trabalho social que amava. Depois, começou a fazer trabalhos em diversas casas de família. Em 1986 se casou com Antônio Carlos com quem teve dois filhos: Eder e Cleber. Durante a infância de seus filhos, Helen trabalhou um tempo na creche no Jardim América (Cristiano Osório) e ajudou bastante no início da Sociedade Pró Menor, juntamente com a dona Cida, fundadora da Pró Menor.
Nessa época, Helen trabalhou também na empresa VECO, em Barão Geraldo, empresa que fabrica filtros industriais e equipamentos de laboratórios e descontaminação. Nesse período, ficou viúva de Antônio Carlos e voltou a trabalhar para fora, passando roupa, faxina e outros serviços. Foi quando abriu o seu brechó em sua casa. na rua José Amate e que ficou bastante famosa com suas roupas que ela vendia, mostrava, para as amigas. Amava se vestir bem e ir nos bailes da cidade ou que era convidada
Foi aí que conheceu o segundo companheiro, Valdecir com quem dividiu a vida durante muitos anos. Valdecir era do Piauí e no começo todos os anos levava Helen para visitar seus pais. Até que ele teve câncer e Helen mais uma vez ficou viuva. Mas ela não perdeu a amizade com os pais de Valdecir e todos os anos ia visitar a casa deles no Piauí, onde era sempre convidada e uma das coisas que mais amava fazer.
Depois disso Helen trabalhou no restaurante ENTREMANOS que havia na avenida Santa Isabel. E também continuou com seu Brechó que cada vez mais foi ficando mais famoso. Também continuou trabalhando passando roupas para antigas “patroas” que eram também amigas na verdade e que sempre chamavam ela.
Nos últimos anos ela se dedicava a cuidar da pracinha da esquina da rua José Amate , além de sua loja e Brechó. Sempre limpando e arrumando tudo na pracinha, lavando a lixeira pública, pedindo para a Subprefeitura serviços de limpeza, árvores que caiam, podas de matos altos na calçada, mais iluminação e policiamento nos arredores, problemas de trânsito, etc. E com os filhos já adultos, Helen voltou a frequentar vários bailes de Campinas, sobretudo do clube da Vila Teixeira. Helen vestia as melhores de suas roupas para ir nos bailes onde tirava muitas fotos. A moda e dançar eram suas maiores paixões! e divulgava em seu Facebook.
Helen ia em todas as festas de Barão: Fecha Corpo, Boi Falô, Carnaval, Festa de Santa Isabel, mas principalmente na quermesse do bairro, a Festa de Frei Galvão. E também amava o futebol e quase todos os domingos ia ver os jogos no campo do Barão.
Em meados de 2025 quando retornou de mais uma viagem ao Piauí, Helen começou a tossir muito e ter dificuldades respiratórias. Além do Centro de saúde , chegou a ir duas vezes na UPA do Padre Anchieta. Na primeira vez retornou para casa para convalescer e se cuidar embora estava bem fraca e piora nas condições de saúde. No início de dezembro, voltou a ter piora . Não estava conseguindo respirar e passou muito mal. Sua irmã Stela a levou novamente à UPA do Padre Anchieta onde ficou internada e na intubação com oxigênio. Foi lá que descobriram que ela tinha Covid e que lhe proporcionou uma pneumonia bacteriana. Poucos dias depois , foi levada para a UTI do Hospital Ouro Verde onde havia leitos específicos para intubação. E assim o tempo se foi e ela não conseguiu mais voltar para casa… Seu corpo foi levado para o IML do cemitério dos Amarais onde foi sepultada no dia seguinte, 2 de fevereiro. E n o ultimo domingo 8/2 foi rezada uma missa em sua homenagem na Igreja Frei Galvão.
Nos do Jornal de Barão agradecemos muito à Helen por ter sempre ajudado e participado de nossa Historia e por tudo o que curtiu e participou em Barão e para todos nós
(WS)

A casa de Helen, onde ela tocava seu Brechó




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