PETS em Barão Geraldo
por Adilson Roberto Gonçalves
No Brasil é estimado que existam um total de 68 milhões de cães e 34 milhões de gatos, o que dá uma média de 32 cães para um grupo de 100 pessoas e de 16 gatos para o mesmo grupo de 100 pessoas.
Considerando a população de Barão Geraldo perto de 60 mil habitantes, teríamos 19.200 cães e 9.600 gatos no distrito, o que são valores subestimados, uma vez que temos mais do que isso, pois a tendência é estarmos acima da média.
Em Barão não é comum cães estarem soltos pelas ruas. Gatos já possuem mais autonomia e depende da forma como seus tutores (antes chamados de ‘donos’) lidam com o espaço que podem ocupar e a segurança de voltarem para casa. Obviamente estou falando de animais que foram responsavelmente adotados, sem raça definida em sua maioria. O bom senso e a lógica nos dizem para sermos contrários à comercialização desses animais.
Novos vizinhos talvez não saibam das regras não escritas e deixam para fora o cão a passear sozinho, em ato irresponsável para o animal e para os transeuntes. Mas o diálogo resolve a questão, desde que animalesco seja apenas o cão e não seu tutor.
Não apenas no aspecto social e de bem-estar que há forte influência dos animais. O número de petshops na região é grande e aumenta. São locais de comércio de produtos para animais de estimação, que a preguiça intelectual e a subserviência colonialista fizeram que fossem chamados de pets. Mais simples? Mais preguiçoso. Ou seja, é mais um caso de voltas e reviravoltas linguísticas, pois, ao que tudo indica, pet vem de petty e este do francês petit, que por sua vez, advém do latim, que significa pequeno. Isso para designar pequenos animais em detrimento dos grandes, como bois, vacas, cavalos e éguas, por exemplo.
O químico será ainda mais crítico por associar a palavra com a sigla PET, de poli(etileno)tereftalato, o plástico muito usado em embalagens de refrigerantes e outras bebidas.
PET que também compõe vários produtos para os animais de estimação.

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